sexta-feira, 26 de abril de 2019


Volta às Aulas: ansiedade em Alunos pode Prejudicar a Relação Familiar
De acordo com  as estimativas de Frey & Osborne, dois pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, 47% dos empregos existentes hoje serão perdidos para robôs nos próximos 10 ou 20 anos. Isso significa que os jovens de hoje terão profissões muito diferentes das já existentes, mas também mais interessantes, envolvendo produção de conhecimento e inovação. Ter que se preparar para carreiras que ainda nem existem, porém, pode gerar um medo exagerado de insucesso e acabar levando a um preocupante quadro de ansiedade em crianças e adolescentes.  
Essa preocupação aumenta neste período de volta às aulas, já que a escola apresenta um contexto de pressão e cobranças em que há regras a serem cumpridas, conteúdos desconectados com essa nova realidade do aluno e situações de avaliação. Especificamente em provas e vestibulares, até mesmo alunos com alto desempenho escolar podem ser afetados, pois a ansiedade interfere no nível de concentração e na capacidade de recordar ou de recuperar um conteúdo, ainda que a aprendizagem tenha acontecido.
– Baixo desempenho escolar como consequência de quadros de ansiedade
Alunos ansiosos geralmente não desenvolvem hábitos de estudo e, quando fazem, costumam se utilizar de estratégias ineficientes, estudando por mais tempo e com menos qualidade. A falta de aptidão para estabelecer as próprias metas, planejar, direcionar e monitorar seus esforços tem como consequência um baixo desempenho que, quando recorrente, pode levar ao fracasso escolar.
Para a família, este cenário é bastante preocupante, pois tais alunos podem apresentar reações como impulsividade, agressividade, oposição, inquietude e retraimento que frequentemente geram conflitos em casa.
– O desafio da família em lidar com a situação
Estudar é um trabalho que requer esforço não só dos alunos mas também dos pais, de quem se espera apoio e orientação. Um ambiente familiar favorável precisa fornecer motivação e valorização dos momentos de estudos, além de estrutura física adequada. É também imprescindível que a família entenda que a forma como se estuda é mais importante do que o tempo gasto no processo.
– Como os pais conseguem conciliar todos esses desafios com a dinâmica familiar?
Para Júnior Pacheco, educador especialista em acompanhamento escolar há mais de 10 anos, é realmente um desafio para os pais encontrar suporte e orientação adequados: “Os pais se sentem sozinhos na tarefa de conciliar dinâmica familiar com todos estes desafios que se tornam ainda maiores quando se tem mais de um filho. A falta de orientação de qualidade à família é bastante comum e o suporte oferecido pela escola tradicional normalmente é ineficiente e inespecífico.”
Com o propósito de preencher esta lacuna, existem espaços educacionais especializados neste apoio à família, onde profissionais multidisciplinares oferecem auxílio para o desenvolvimento de Estratégias de Aprendizagem personalizadas, resinificando a relação de cobrança dos pais sobre os filhos.
– Estratégias de Aprendizagem como solução
Estratégias de aprendizagem são técnicas para facilitar a aquisição, armazenamento e utilização da informação com o propósito de se atingir os objetivos de aprendizagem. A maneira mais comum de se estudar é utilizando as estratégias chamadas de cognitivas, como repetições, cópias, paráfrases e resumos.
Estudos mostram, porém, que só as estratégias cognitivas não são suficientes. Neste contexto, o C.R.E Centro de Reforço Escolar – espaço de apoio escolar na região do Campos dos Goytacazes, RJ – atua de forma mais completa, visando apoiar as famílias no desafio de melhorar o desempenho escolar dos jovens, amenizando quadros de ansiedade e conflitos familiares como consequência.
“Aqui no C.R.E., conseguimos enxergar o aluno em sua individualidade. Podemos, a partir disso, avaliar quais as melhores estratégias de aprendizagem para cada caso. Isso envolve, além das cognitivas, estratégias meta cognitivas, com planejamento de estudo, sua monitoração e manutenção. Como resultado, temos estudantes mais autônomos que conhecem e sabem utilizar estas estratégias, realizam atividades mais produtivas e se tornam mais bem preparados para lidar com avaliações e provas. Isso diminui muito o desgaste pessoal e familiar!”
Nosso  espaço atua a 3 anos, com atendimentos individuais e em pequenos grupos, aplicando as estratégias de aprendizagem com os objetivos de desenvolver a autonomia e amenizar a ansiedade causada pelos estudos, melhorando assim a performance dos alunos. A equipe também selecionada são,  interessados em fazer diferença na vida dessas famílias.
Voltar às aulas com esse apoio pode garantir um ano escolar muito mais tranquilo, com mais momentos para as famílias serem mais família!

terça-feira, 26 de março de 2019



A importância de ensinar a estudar
Nem sempre apenas dizer para os alunos “grifem as partes mais importantes do texto” ou “faça um resumo” funciona. Isso porque, muitas vezes, não fica claro como identificar as informações mais relevantes de um conteúdo sem orientações. É preciso ir além e ensinar os alunos a estudarem.
“Aprender a estudar envolve uma dimensão cognitiva, uma relação de ensino mesmo e questões de didática”, explica à NOVA ESCOLA Walkiria Rigolon, pedagoga de formação e pesquisadora sobre trabalho docente e práticas formativas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Fundação Carlos Chagas (FCC).
Os gestores sabem que os professores precisam ir além de apenas direcionar o procedimento que os alunos devem praticar para apoiar seus estudos  (como fichamento, grifo, esquema, exposição oral, debate ou resenha).
Aprender a estudar é uma condição fundamental para dar continuidade na vida escolar e cabe à escola ensinar estas práticas associadas ao estudo. Para ajudar você a passar para os professores a importância de ensinar a estudar com exemplos e práticas, separamos algumas dicas:
Situações como explorar a biblioteca para localizar uma informação ou ler para resolver dúvidas, coletar dados – desde os primeiros anos  – , quando bem planejadas e sistematizadas, permitem que os alunos desempenhem bem a tarefa de estudar.
Por falar em “ler para estudar” é bom lembrar a importância da leitura em voz alta em sala de aula.
O objetivo aqui é criar um repertório nas crianças com boas leituras, ler para elas textos que não dariam conta de lerem sozinhas, estimular o hábito da leitura entre outros.
Muitos gestores ouvem algum membro da equipe comentar que os alunos não conseguem fazer determinado exercício por não compreender o enunciado. Antes de procurar o professor de Língua Portuguesa, o gestor pode estimular educadores de diferentes áreas a refletir sobre seu papel na formação de leitores. Todos podem contribuir para que os estudantes entendam o que estão lendo.
Que tal criar um projeto para envolver professores do 6º ao 9º ano, de todas as disciplinas, para criar na escola alguns procedimentos comuns para que todos se tornem leitores eficientes.
Sugerimos um projeto de formação em três módulos com tópicos como Grifos e Fichamentos, Diagramas e resumos e Notas e Seminários. Todos eles trazem propostas de debates, atividades, textos de apoio, resumos, gráficos, modelos entre outros.