quinta-feira, 23 de maio de 2019

Quais os benefícios que o reforço escolar traz?

Quais os benefícios que o reforço escolar traz?

Reforçar o conhecimento é uma ótima maneira de não ter brechas para o próximo ano letivo, uma vez que isso poderia comprometer todo o desempenho escolar da série que está por vir. O ensino é contínuo, então o aprendizado está sempre ligado a conteúdos que já foram vistos.
Para alunos que estão entrando no Ensino Médio, o reforço se faz ainda mais importante. As matérias tendem a ficar um pouco mais complexas e o período antecede o ano do vestibular.
Outro importante benefício que o reforço escolar nas férias traz é a possibilidade de ver os mesmos conteúdos de diferentes abordagens e óticas. Esse diferencial ajuda a entender as disciplinas de uma outra forma, concretizando o aprendizado.
O reforço escolar nas férias pode ser uma grande ajuda para os alunos. Ele permite o contato com a matéria sem que isso signifique abrir mão da diversão e do lazer do período, que são essenciais para um desenvolvimento saudável.

sexta-feira, 26 de abril de 2019


Volta às Aulas: ansiedade em Alunos pode Prejudicar a Relação Familiar
De acordo com  as estimativas de Frey & Osborne, dois pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, 47% dos empregos existentes hoje serão perdidos para robôs nos próximos 10 ou 20 anos. Isso significa que os jovens de hoje terão profissões muito diferentes das já existentes, mas também mais interessantes, envolvendo produção de conhecimento e inovação. Ter que se preparar para carreiras que ainda nem existem, porém, pode gerar um medo exagerado de insucesso e acabar levando a um preocupante quadro de ansiedade em crianças e adolescentes.  
Essa preocupação aumenta neste período de volta às aulas, já que a escola apresenta um contexto de pressão e cobranças em que há regras a serem cumpridas, conteúdos desconectados com essa nova realidade do aluno e situações de avaliação. Especificamente em provas e vestibulares, até mesmo alunos com alto desempenho escolar podem ser afetados, pois a ansiedade interfere no nível de concentração e na capacidade de recordar ou de recuperar um conteúdo, ainda que a aprendizagem tenha acontecido.
– Baixo desempenho escolar como consequência de quadros de ansiedade
Alunos ansiosos geralmente não desenvolvem hábitos de estudo e, quando fazem, costumam se utilizar de estratégias ineficientes, estudando por mais tempo e com menos qualidade. A falta de aptidão para estabelecer as próprias metas, planejar, direcionar e monitorar seus esforços tem como consequência um baixo desempenho que, quando recorrente, pode levar ao fracasso escolar.
Para a família, este cenário é bastante preocupante, pois tais alunos podem apresentar reações como impulsividade, agressividade, oposição, inquietude e retraimento que frequentemente geram conflitos em casa.
– O desafio da família em lidar com a situação
Estudar é um trabalho que requer esforço não só dos alunos mas também dos pais, de quem se espera apoio e orientação. Um ambiente familiar favorável precisa fornecer motivação e valorização dos momentos de estudos, além de estrutura física adequada. É também imprescindível que a família entenda que a forma como se estuda é mais importante do que o tempo gasto no processo.
– Como os pais conseguem conciliar todos esses desafios com a dinâmica familiar?
Para Júnior Pacheco, educador especialista em acompanhamento escolar há mais de 10 anos, é realmente um desafio para os pais encontrar suporte e orientação adequados: “Os pais se sentem sozinhos na tarefa de conciliar dinâmica familiar com todos estes desafios que se tornam ainda maiores quando se tem mais de um filho. A falta de orientação de qualidade à família é bastante comum e o suporte oferecido pela escola tradicional normalmente é ineficiente e inespecífico.”
Com o propósito de preencher esta lacuna, existem espaços educacionais especializados neste apoio à família, onde profissionais multidisciplinares oferecem auxílio para o desenvolvimento de Estratégias de Aprendizagem personalizadas, resinificando a relação de cobrança dos pais sobre os filhos.
– Estratégias de Aprendizagem como solução
Estratégias de aprendizagem são técnicas para facilitar a aquisição, armazenamento e utilização da informação com o propósito de se atingir os objetivos de aprendizagem. A maneira mais comum de se estudar é utilizando as estratégias chamadas de cognitivas, como repetições, cópias, paráfrases e resumos.
Estudos mostram, porém, que só as estratégias cognitivas não são suficientes. Neste contexto, o C.R.E Centro de Reforço Escolar – espaço de apoio escolar na região do Campos dos Goytacazes, RJ – atua de forma mais completa, visando apoiar as famílias no desafio de melhorar o desempenho escolar dos jovens, amenizando quadros de ansiedade e conflitos familiares como consequência.
“Aqui no C.R.E., conseguimos enxergar o aluno em sua individualidade. Podemos, a partir disso, avaliar quais as melhores estratégias de aprendizagem para cada caso. Isso envolve, além das cognitivas, estratégias meta cognitivas, com planejamento de estudo, sua monitoração e manutenção. Como resultado, temos estudantes mais autônomos que conhecem e sabem utilizar estas estratégias, realizam atividades mais produtivas e se tornam mais bem preparados para lidar com avaliações e provas. Isso diminui muito o desgaste pessoal e familiar!”
Nosso  espaço atua a 3 anos, com atendimentos individuais e em pequenos grupos, aplicando as estratégias de aprendizagem com os objetivos de desenvolver a autonomia e amenizar a ansiedade causada pelos estudos, melhorando assim a performance dos alunos. A equipe também selecionada são,  interessados em fazer diferença na vida dessas famílias.
Voltar às aulas com esse apoio pode garantir um ano escolar muito mais tranquilo, com mais momentos para as famílias serem mais família!

terça-feira, 26 de março de 2019



A importância de ensinar a estudar
Nem sempre apenas dizer para os alunos “grifem as partes mais importantes do texto” ou “faça um resumo” funciona. Isso porque, muitas vezes, não fica claro como identificar as informações mais relevantes de um conteúdo sem orientações. É preciso ir além e ensinar os alunos a estudarem.
“Aprender a estudar envolve uma dimensão cognitiva, uma relação de ensino mesmo e questões de didática”, explica à NOVA ESCOLA Walkiria Rigolon, pedagoga de formação e pesquisadora sobre trabalho docente e práticas formativas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Fundação Carlos Chagas (FCC).
Os gestores sabem que os professores precisam ir além de apenas direcionar o procedimento que os alunos devem praticar para apoiar seus estudos  (como fichamento, grifo, esquema, exposição oral, debate ou resenha).
Aprender a estudar é uma condição fundamental para dar continuidade na vida escolar e cabe à escola ensinar estas práticas associadas ao estudo. Para ajudar você a passar para os professores a importância de ensinar a estudar com exemplos e práticas, separamos algumas dicas:
Situações como explorar a biblioteca para localizar uma informação ou ler para resolver dúvidas, coletar dados – desde os primeiros anos  – , quando bem planejadas e sistematizadas, permitem que os alunos desempenhem bem a tarefa de estudar.
Por falar em “ler para estudar” é bom lembrar a importância da leitura em voz alta em sala de aula.
O objetivo aqui é criar um repertório nas crianças com boas leituras, ler para elas textos que não dariam conta de lerem sozinhas, estimular o hábito da leitura entre outros.
Muitos gestores ouvem algum membro da equipe comentar que os alunos não conseguem fazer determinado exercício por não compreender o enunciado. Antes de procurar o professor de Língua Portuguesa, o gestor pode estimular educadores de diferentes áreas a refletir sobre seu papel na formação de leitores. Todos podem contribuir para que os estudantes entendam o que estão lendo.
Que tal criar um projeto para envolver professores do 6º ao 9º ano, de todas as disciplinas, para criar na escola alguns procedimentos comuns para que todos se tornem leitores eficientes.
Sugerimos um projeto de formação em três módulos com tópicos como Grifos e Fichamentos, Diagramas e resumos e Notas e Seminários. Todos eles trazem propostas de debates, atividades, textos de apoio, resumos, gráficos, modelos entre outros.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019


                             

Chegamos outra vez ao Carnaval, uma ocasião de muita festa e alegria. Mas este clima de euforia muitas vezes é propício a atitudes extremas que podem causar situações indesejáveis e muitas vezes irreversíveis.

Acima de tudo, é preciso ter noção que no Carnaval, não vale tudo. O respeito e civismo não podem nem devem ser esquecidos nos dias de festa. É preciso ter responsabilidade e a vontade de querer fazer as escolhas certas. Ter a coragem de fazer o que é justo e íntegro, mesmo que todas as outras pessoas estejam fazendo o que é errado.

Que os festejos, os bailes, a alegria, a folia, o convívio e a confraternização possam ocorrer sem incidentes, sem violência e com a noção que o melhor Carnaval deve ser celebrado em um ambiente de paz e harmonia.
                            

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

O que fazer se o filho não quer estudar 
A página de Içami Tiba, no Facebook, hoje administrada por seus filhos, publicou um vídeo excepcional do nobre pensador que tanto abordou temáticas de grande valor, especialmente aos pais.
Eles fizeram uma compilação de frases e grande sabedoria, que vamos aqui reproduzir:
  • Quanto custa um filho quando repete de ano? O cálculo não é somente matemático, mas também afetivo.
  • Ninguém constrói por uma pessoa o que ela não constrói dentro de si.
  • O filho vai precisar de conhecimento, de informação. Mas para vencer na vida terá que ter COMPETÊNCIA. Para ter competência, ele precisará querer “aprender sempre”. Não adianta fazer bem uma coisa e ficar parado ali, sempre repetindo a mesma coisa: é preciso evoluir. Temos também que dar “gosto pelo estudo”, pois o filho não sabe ainda o quanto isso fará falta na vida futura dele. Tem que ser “íntegro”, não adianta ficar mentindo que todo mundo foi mal etc, tem que falar a verdade: que não foi aprovado porque não fez o que deveria. Além de tudo isso, para ter competência, precisa ter “disciplina”: não adianta a pessoa ser inteligente se não tiver disciplina porque se a inteligência não for colocada em prática através da disciplina também não se formará a competência. E o mais importante de tudo é a “ética, integridade, legitimidade”.
  • Ninguém repete no último mês do ano. A “repetência” já se faz manifestada logo no começo do ano. O erro não está só no filho que não toma providências e vai repetir de ano. O erro está em quem delega poderes e não cobra os poderes delegados.
  • Infelizmente, para quem não tem educação, a cobrança entra por um ouvido e sai pelo outro. Mas se os pais cobrarem, o filho não fizer nada e depois os pais não tomarem nenhuma atitude com relação a isso, não adianta cobrar.
  • Para poder cobrar tem que haver uma combinação prévia. Se o filho não sabe o que deve, como os pais irão cobrar? Tem que haver uma relação de compromisso e se o filho não cumprir o compromisso desde o começo do ano ele irá repetir mesmo. Se repetiu um ano, os pais não devem esperar que o filho “aprendeu” e no ano seguinte fará de forma diferente: não é errando que se aprende! É corrigindo o erro que se aprende!
AMAR NÃO É SÓ CRIAR. AMAR É EDUCAR e EDUCAR É PREPARAR PARA A VIDA!!!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

NOVAS INSTALAÇÕES

CRE




A importância de ensinar a estudar
O que consultar quando os professores da sua escola precisam ensinar os alunos a estudarem
Nem sempre apenas dizer para os alunos “grifem as partes mais importantes do texto” ou “faça um resumo” funciona. Isso porque, muitas vezes, não fica claro como identificar as informações mais relevantes de um conteúdo sem orientações. É preciso ir além e ensinar os alunos a estudarem.
“Aprender a estudar envolve uma dimensão cognitiva, uma relação de ensino mesmo e questões de didática”, explica à NOVA ESCOLA Walkiria Rigolon, pedagoga de formação e pesquisadora sobre trabalho docente e práticas formativas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Fundação Carlos Chagas (FCC).
Os gestores sabem que os professores precisam ir além de apenas direcionar o procedimento que os alunos devem praticar para apoiar seus estudos  (como fichamento, grifo, esquema, exposição oral, debate ou resenha).
Aprender a estudar é uma condição fundamental para dar continuidade na vida escolar e cabe à escola ensinar estas práticas associadas ao estudo. Para ajudar você a passar para os professores a importância de ensinar a estudar com exemplos e práticas, separamos algumas dicas:
1) Uma reflexão com os professores sobre ler para estudar
Situações como explorar a biblioteca para localizar uma informação ou ler para resolver dúvidas, coletar dados – desde os primeiros anos  – , quando bem planejadas e sistematizadas, permitem que os alunos desempenhem bem a tarefa de estudar.
E, neste texto, a coordenadora Eduarda Diniz Mayrink, mostra como, a partir de uma experiência realizada com professores de 3º ano na cidade de Rio Piracicaba (MG), é possível criar uma oportunidade de formação sobre o “ler para estudar”.
2) Leitura em voz alta
Por falar em “ler para estudar” é bom lembrar a importância da leitura em voz alta em sala de aula.
O objetivo aqui é criar um repertório nas crianças com boas leituras, ler para elas textos que não dariam conta de lerem sozinhas, estimular o hábito da leitura entre outros.
3) Envolvendo todas as disciplinas
Muitos gestores ouvem algum membro da equipe comentar que os alunos não conseguem fazer determinado exercício por não compreender o enunciado. Antes de procurar o professor de Língua Portuguesa, o gestor pode estimular educadores de diferentes áreas a refletir sobre seu papel na formação de leitores. Todos podem contribuir para que os estudantes entendam o que estão lendo.
4) Procedimentos de apoio à leitura
Não basta falar “grifem”, “façam um resumo” ou “vamos fichar”. É melhor explicar cada um destes procedimentos e este texto traz detalhes e dicas sobre como marcar palavras-chave, grifar textos, resumir, esquematizar, entre outros.
5) Como formar leitores eficientes
Que tal criar um projeto para envolver professores do 6º ao 9º ano, de todas as disciplinas, para criar na escola alguns procedimentos comuns para que todos se tornem leitores eficientes.
Sugerimos um projeto de formação em três módulos com tópicos como Grifos e Fichamentos, Diagramas e resumos e Notas e Seminários.



CRE - CENTRO DE REFORÇO ESCOLAR 

NOVAS INSTALAÇÕES




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019


      VAMOS ENTENDER MELHOR?


      Disortografia
Disortografia é a dificuldade do aprendizado e do desenvolvimento da habilidade da linguagem escrita expressiva. Esta dificuldade pode ocorrer associada ou não a dificuldade de leitura, isto é, a dislexia. Considera-se que 90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem; estas são consideradas disortografias verdadeiras. Os 10% restantes têm como causa uma disfunção neuro-fisiológica.
Características das disortografias[
1.   Troca de grafemas: Geralmente as trocas de grafemas que representam fonemas homorgânicos acontecem por problemas de discriminação auditiva. Quando a criança troca fonemas na fala, a tendência é que ela escreva apresentando as mesmas trocas, mesmo que os fonemas não sejam auditivamente semelhantes;
2.   Falta de vontade de escrever;
3.   Dificuldade em perceber as sinalizações gráficas (parágrafostravessãopontuação e acentuação);
4.   Dificuldade no uso de coordenação/subordinação das orações;
5.   Textos muito reduzidos;
6.   Aglutinação ou separação indevida das palavras

Disgrafia
Disgrafia é o transtorno da escrita, de origens funcionais. Disgrafia surge nas crianças com adequado desenvolvimento emocional e afectivo, onde não existem problemas de lesão cerebral, alterações sensoriais ou história de ensino deficiente do grafismo da escrita.
Sintomas de Disgrafia
Identificar os sintomas de Disgrafia ajuda a diagnosticar a criança com esta dificuldade de escrita:
Má organização da página;
Texto sem unidade, desordenado;
Aspeto do conjunto “sujo”;
Letras deformadas;
Choques entre as letras;
Traços de má qualidade;
Letras corrigidas diversas vezes;
Enlaces mal feitos;
Espaços entre as linhas e palavras irregulares, linhas mal mantidas;
Pouco grau de nitidez entre as letras;
Dimensões exageradas (muito grandes ou pequenas);
Desproporção entre pernas e hastes;
Postura gráfica incorrecta;
Preensão e suporte inadequados dos instrumentos de escrita;
Ritmo de escrita muito lento ou muito rápido;
Dificuldades na escrita de números e letras;
Dificuldades de imitar o que vê (martelar, amarrar sapatos, fazer mímicas);
Fenómenos dolorosos geralmente por hipertonia de mão e dedos;
Dificuldades para copiar letras e outros símbolos pois não oferecem pista dos padrões motores que se deve usar;
Desenhos distorcidos, mal colocados na folha, sem proporção ou planeamento e pobres em detalhes;
Excessiva inclinação da folha ou ausência de inclinação.
Causas de Disgrafia
Existem três tipos de causas para a disgrafia, sendo elas: causas maturativas, que se relacionam com alterações da lateralidade de eficácia psicomotora. Estas crianças são por norma desordenadas, apresentam uma escrita irregular ao nível da pressa, velocidade e traçado.
A segunda causa é uma causa caracterial, que está associada à personalidade da criança, ou seja vai influenciar o aspeto do grafismo da criança. Esta causa está também relacionada com fatores psicoafectivos, pois a criança vai reflectir na escrita o seu estado emocional.
Por fim, a última causa é pedagógica, que está relacionada com a alteração do tipo de letra e com a qualidade ou rapidez da escrita. Podem enumerar-se uma série de pontos educacionais que causam transtornos na escrita:
Instrução rígida e inflexível, sem respeito pelas características individuais;
Erro no diagnóstico do grafismo;
Deficiente orientação no processo de aquisição da mestria motora;
Orientação inadequada na mudança de “letra à máquina” para “letra à mão”
Objectivos demasiado ambiciosos;
Materiais inadequados ao ensino;
Incapacidade para ensinar a posição correcta do papel e dos movimentos base da escrita.
Exemplo de Disgrafia
Descrição: http://educamais.com/wp-content/uploads/2012/11/exemplo-disgrafia-300x242.jpg
Discalculia

Discalculia (do grego dýs+calculare, dificuldade ao calcular), também conhecida como Cegueira Numérica[1], é uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. Para ser classificada como discalculia não pode ser causada por problemas na visão e/ou audição. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas.[2][3]
Não confundir com acalculia, que se refere a perda da capacidade de calcular causada por danos neurológicos.
Conforme o neurologista Antonio Carlos de Farias, do Hospital Pequeno Príncipe (PR), os mesmos circuitos cerebrais usados na matemática podem ter repercussão na coordenação motora fina, no ritmo e na leitura de partituras musicais[1]. Por conta disso, a discalculia pode se manifestar ainda na infância, pelo atraso em aprender a contar de 1 a 10, por exemplo, ou no desenvolvimento mais lento da motricidade[1].
Classificação[
É uma inabilidade menos conhecida, bem como e potencialmente relacionada a dislexia e a dispraxia. A discalculia ocorre em pessoas de qualquer nível de QI, mas significa que têm frequentemente problemas específicos com matemática, tempo, medida, etc. Discalculia (em sua definição mais geral) não é rara. Muitas daquelas com dislexia ou dispraxia tem discalculia também. Há também alguma evidência para sugerir que este tipo de distúrbio é parcialmente hereditário.
Existem diversos tipos de discalculia[4]:
·         Discalculia léxica: dificuldade na leitura de símbolos matemáticos;
·         Discalculia verbal: dificuldades em nomear quantidades matemáticas, números, termos e símbolos;
·         Discalculia gráfica: dificuldade na escrita de símbolos matemáticos;
·         Discalculia operacional: dificuldade na execução de operações e cálculos numéricos;
·         Discalculia practognóstica: dificuldade na enumeração, manipulação e comparação de objetos reais ou em imagens;
·         Discalculia ideognóstica: dificuldades nas operações mentais e no entendimento de conceitos matemáticos.
Etimologia
A palavra discalculia vem do grego (dis, mal) e do Latin (calculare, contar) formando: contando mal. Essa palavra calculare vem, por sua vez, de cálculo, que significa o seixo ou um dos contadores em um ábaco.
Características
Discalculia é um impedimento da matemática que vá adiante junto com um número de outras limitações, tais como a introspecção espacial, o tempo, a memória pobre, e os problemas de ortografia. Há indicações de que é um impedimento congênito ou hereditário, com um contexto neurológico. Discalculia atinge crianças e adultos.
Discalculia pode ser detectada em uma idade nova e medidas podem ser tomadas para facilitar o enfrentamento dos problemas dos estudantes mais novos. O problema principal está em compreender que o problema não é a matemática e sim a maneira que é ensinada às crianças. O modo que a dislexia pode ser tratada de usar uma aproximação ligeiramente diferente a ensinar. Entretanto, a discalculia é o menos conhecida destes tipos de desordem de aprendizagem e assim não é reconhecida frequentemente.
Sinais e sintomas
Alguns dos possíveis sintomas são:
·         Dificuldades frequentes com os números, confundindo as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão.
·         Falta de senso de direção (para o norte, sul, leste, e oeste) e pode também ter dificuldade com uma bússola.
·         Problemas de diferenciar entre esquerda e direita
·         A inabilidade de dizer qual de dois números é o maior.
·         Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental, etc.
·         Melhor nos assuntos tais como a ciência e a geometria, que requerem a lógica mais que as fórmulas, até que um nível mais elevado que requer cálculos seja necessário.
·         Dificuldade com tempo conceitual e julgar a passagem do tempo.
·         Dificuldade com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos.
·         A inabilidade de compreender o planejamento financeiro ou incluir no orçamento, nivelar às vezes em um nível básico, por exemplo, estimar o custo dos artigos em uma cesta de compras.
·         Tendo a dificuldade mental de estimar a medida de um objeto ou de uma distância (por exemplo, se algo está afastado 10 ou 20 metros).
·         Inabilidade de apreender e recordar conceitos matemáticos, régras, fórmulas, e seqüências matemáticas.
·         Dificuldade de manter a contagem durante jogos.
·         Dificuldade nas atividades que requerem processamento de seqüências, do exame (tal como etapas de dança) ao sumário (leitura, escrita e coisas sinalizar na ordem direita). Pode ter o problema mesmo com uma calculadora devido às dificuldades no processo da alimentação nas variáveis.
·         A circunstância pode conduzir em casos extremos a uma fobia da matemática e de dispositivos matemáticos (por exemplo números).
Causas potenciais[
Os cientistas procuram ainda compreender as causas da discalculia, e para isso têm investigado em diversos domínios.
·         Neurológico: Discalculia foi associada com as lesões ao supramarginal e os giros angulares na junção entre os lóbulos temporal e parietal do cortex cerebral.
·         Déficits na Memória de Trabalho (Memória Operacional): Adams e Hitch discutem que a Memória de Trabalho é um fator principal na adição mental. Desta base, Geary conduziu um estudosugerindo que a discalculia se dava por conta de um deficit da Memória de Trabalho. Entretanto, o problema é que as deficiências da Memória de Trabalho são confundidos com dificuldades de aprendizagem gerais, assim os resultados de Geary não podem ser específicos ao discalculia mas podem refletir um déficit de aprendizagem maiores.
Pesquisas feitas por estudiosos de matemática mostraram aumento da atividade de EEG no hemisfério direito durante o processo de cálculo algorítmico. Há alguma evidência de déficits direitos do hemisfério na discalculia.
Outras causas podem ser:
·         Um estudante que tem um instrutor cujo método de ensinar a matemática seja duro de compreender para o estudante.
·         Memória a curto prazo que está sendo perturbada ou reduzida, fazendo-a difícil de recordar cálculos.
·         Desordem congênita ou hereditária. As indicações da mostra dos estudos desta, mas não são ainda concreto.
·         Uma combinação destes fatores.
Dislexia

Dislexia é uma perturbação da aprendizagem caracterizada pela dificuldade de leitura, apesar da inteligência da pessoa ser normal.[2][7] A perturbação afeta as pessoas em diferentes graus.[4] Os principais sintomas são dificuldades em pronunciar corretamente as palavras, em ler rapidamente, em escrever palavras à mão, em subvocalizar palavras, em pronunciar corretamente palavras ao ler em voz alta e em compreender aquilo que se está a ler.[4][8] Em muitos casos estas dificuldades começam-se a notar na escola.[3] Nos casos em que a pessoa anteriormente conseguia ler sem dificuldade, mas em determinado momento perde essa capacidade, a perturbação denomina-se alexia.[4] Estas dificuldades são involuntárias e as pessoas com esta perturbação demonstram um desejo de aprendizagem normal.[4]
Acredita-se que a dislexia seja causada tanto por fatores genéticos como ambientais.[3] Em alguns casos a doença é familiar.[4] É frequente ocorrer em pessoas com perturbação de hiperatividade com défice de atenção (PHDA) e está associada a dificuldades semelhantes com números.[3] A perturbação pode também ter início na vida adulta em consequência de um traumatismo cranioencefálico, de um acidente vascular cerebral ou de demência.[2] Os mecanismos subjacentes da dislexia envolvem problemas com o processamento da linguagem pelo cérebro.[4] O diagnóstico de dislexia é realizado com recurso a uma série de exames que avaliam a capacidade de memorização, dicção, visão e leitura.[5] A dislexia é distinta das dificuldades de leitura causadas por incapacidade visual ou por ensino insuficiente.[3]
O tratamento consiste em ajustar os métodos de ensino de forma a corresponder ás necessidades da pessoa.[2] Embora isto não constitua uma cura para o problema subjacente, pode diminuir o grau dos sintomas.[9] Os tratamentos focados na visão não são eficazes.[10] A dislexia é o mais comum perturbação da aprendizagem e ocorre em todas as regiões do mundo.[3][11] Afeta entre 3% e 7% da população mundial,[3][6] embora até 20% das pessoas possam apresentar algum grau dos sintomas.[12] Embora a dislexia seja diagnosticada com maior frequência em homens,[3] tem sido sugerido que afeta homens e mulheres de igual forma.[11] Tem também sido proposto que a dislexia seja melhor descrita como uma diferente forma de aprendizagem, apresentando tanto vantagens como desvantagens.[13]
Classificação[

O novo dicionário internacional de saúde mental (DSM V) retirou o termo dislexia para que outros termos mais precisos como disgrafia, dislalia e disfasia recebam preferência.[14]
A dislexia pode coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros fatores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade,dispraxiadiscalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.[15][16]
Tipos
A dislexia pode ser classificada de várias formas, dependendo da abordagem profissional e dos testes usados no seu diagnóstico (testes fonoaudiológicos, pedagógicos, psicológicos, neurológicos...). Geralmente o diagnóstico é feito por equipe multiprofissional.
Definição tradicional[
·         Dislexia disfonética: Dificuldades de percepção auditiva na análise e síntese de fonemas, dificuldades temporais, e nas percepções da sucessão e da duração (troca de fonemas e grafemas por outros similares, dificuldades no reconhecimento e na leitura de palavras que não têm significado, alterações na ordem das letras e sílabas, omissões e acréscimos, maior dificuldade na escrita do que na leitura, substituição de palavras por sinônimos);
·         Dislexia diseidética: dificuldade na percepção visual, na percepção gestáltica (percepção do todo como maior que a soma das partes), na análise e síntese de fonemas (ler sílaba por sílaba sem conseguir a síntese das palavras, misturando e fragmentando as palavras, fazendo troca por fonemas similares, com maior dificuldade para a leitura do que para a escrita);
·         Dislexia visual: deficiência na percepção visual e na coordenação visomotora (dificuldade no processamento cognitivo das imagens);
·         Dislexia auditiva: deficiência na percepção auditiva, na memória auditiva e fonética (dificuldade no processamento cognitivo do som das sílabas);
·         Dislexia mista: que seria a combinação de mais de um tipo de dislexia.
Nota: Nessa classificação discalculia (dificuldade com aritmética) é uma classificação distinta, e não um sub-tipo de dislexia.
Nova definição pela área de dificuldade
Dislexia foi dividida em 6 diagnósticos de Desordem de aprendizado distintos e mais específicos:
·        Desordem na leitura de palavras;
·        Desordem na fluência de leitura;
·        Desordem na compreensão da leitura;
·        Desordem na expressão escrita;
·        Desordem no cálculo matemático;
·        Desordem na resolução de problema de matemática.
Sinais e sintomas[

Na maioria dos casos, o problema não é trocar letras, e sim em identificar adequadamente os sinais gráficos, letras ou outros códigos que caracterizam um texto.
A dislexia é mais frequentemente caracterizada por dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, por exemplo, "ovóv" para vovó.[22]
Desse modo, são considerados sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita os seguintes erros:
Erros por confusões na proximidade especial
·         Confusão de letras assimétricas;
·         Confusão por rotação; e
·         Inversão de sílabas.
Confusões por proximidade articulatória e sequelas de distúrbios de fala
·         Confusões por proximidade articulatória;
·         Omissões de grafemas; e
·         Omissões de sílabas.
Acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever
·         Confusão entre letras, sílabas ou palavras com poucas diferenças na forma de escrever: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
·         Confusão entre letras, sílabas ou palavras com formato similar, mas diferente direção: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
·         Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
·         Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.
Perturbações relacionadas[
Outras perturbações da aprendizagem que frequentemente acompanham os disléxicos, dentre elas[23]:
·         Alterações na memória;
·         Alterações na memória de séries e sequências;
·         Orientação direita-esquerda;
·         Linguagem escrita;
·         Dificuldades em matemática;
·         Confusão com relação às tarefas escolares;
·         Pobreza de vocabulário;
·         Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo).
Devem ser excluídas do diagnóstico do transtorno da leitura as crianças com deficiência mental, com escolarização escassa ou inadequada e com déficits auditivos ou visuais
Comorbidades frequentes[
Estudos no Brasil e no exterior constataram algumas características frequentes em crianças com dislexia[25]:
·         Atraso no desenvolvimento motor (como engatinhar, sentar e andar);
·         Atraso ou deficiência na aquisição da fala;
·         Dificuldade para entender o que está ouvindo;
·         Distúrbios do sono;
·         Enurese noturna (urinar na cama);
·         Suscetibilidade às alergias e as infecções;
Causas
Apesar de não haver um consenso dos cientistas sobre as causas da dislexia, pesquisas recentes apontam fortes evidências neurológicas para a dislexia, parte por causas genéticas, parte por fatores congênitos (durante o desenvolvimento no útero). Uma das possíveis causas, é a exposição do feto a doses excessivas de testosterona durante a gestação, o que explicaria a maior incidência da dislexia em pessoas do sexo masculino, pois fetos do sexo feminino tendem a ser abortados com o excesso de testosterona.
Pessoas que possuem dislexia têm uma área do cérebro mais desenvolvida que pessoas que não possuem esta síndrome..
Diagnóstico[
Descrição: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8f/Dislexia.jpg/220px-Dislexia.jpg
É comum que disléxicos tenham uma história de frustrações, sofrimentos, humilhações e sentimentos de inferioridade no meio acadêmico por conta da maior dificuldade em aprender.[31]
A dificuldade de aprendizagem relacionada com a linguagem (leitura, escrita e ortografia), pode ser inicial e informalmente (um diagnóstico mais preciso deve ser feito e confirmado por neurolinguista) diagnosticada pelo professor da língua materna, com formação na área de Letras e com habilitação em Pedagogia, que pode vir a realizar uma medição da velocidade da leitura da criança, utilizando, para tanto, a seguinte ficha de observação, com as seguintes questões a serem prontamente respondidas[23]:
·         A criança movimenta os lábios ou murmura ao ler?
·         A criança movimenta a cabeça ao longo da linha?
·         Sua leitura silenciosa é mais rápida que a oral ou mantém o mesmo ritmo de velocidade?
·         A criança segue a linha com o dedo?
·         A criança faz excessivas fixações do olho ao longo da linha impressa?
·         A criança demonstra excessiva tensão ao ler?
·         A criança efetua excessivos retrocessos da vista ao ler?
Para um exame mais preciso da tensão ao ler e de quantas vezes a mesma frase é re-observada pode-se posicionar-se atrás do educando e utilizar um espelho para verificar os movimentos de tensão e frequente "vai-e-vem" nos olhos do educando enquanto ele lê e escreve.
Exercícios em que o educando deve completar certas palavras omitidas no texto, podem ser utilizado para determinar o nível de compreensibilidade do material de leitura.
Tratamento

O tratamento mais eficiente é multiprofissional e consiste em ajudar o portador de dislexia a desenvolver mecanismos alternativos de leitura, escrita e compreensão matemática.[33]
A intervenção na dislexia tem sido feita principalmente por meio de dois métodos de alfabetização, o multissensorial e o fônico. Enquanto o método multissensorial é mais indicado para crianças mais velhas, que já possuem histórico de fracasso escolar, o método fônico é indicado para crianças mais jovens e preferencialmente ser introduzido logo no início da alfabetização.
Apesar de não existir cura para a dislexia, a Ciência já sabe indicar o que deve ser feito para conduzir a criança com esse tipo de problema às atividades normais. Especialistas garantem que o cérebro tem enorme capacidade de se reorganizar e dar “cobertura” a essa deficiência. Para os pais, o importante é estar ciente de que ela pode ser inteligente de outras maneiras, mesmo sem ler e escrever bem.
Aprendizado de palavras difíceis[
Os padrões de movimentos dos olhos são fundamentais para a leitura eficiente. São as fixações nos movimentos oculares que garantem que o leitor possa extrair informações visuais do texto. No entanto, algumas palavras são fixadas por um tempo maior que outras. Todas as pessoas tem dificuldades diferentes no aprendizado de diferentes palavras, pois existem muitos fatores que influenciam a facilidade ou dificuldade no reconhecimento de palavras.
Dentre os fatores mais importantes para escrever uma palavra corretamente estão[37]:
·         Tamanho da palavra;
·         Presença de hiatosditongosdígrafos e trígrafos;
·         Familiaridade com a palavra;
·         Frequência com que ela é usada;
·         Idade com a qual ela foi aprendida;
·         Repetição do uso dessa palavra;
·         Significado dessa palavra;
·         Contexto no qual ela é utilizada;
·         Similaridade entre a forma escrita e a forma falada;
·         Interação dessa palavra com outras.
Assim, qualquer um desses fatores pode influenciar a dificuldade ou facilidade que um educando possui em entender o significado de uma palavra nova e escrevê-la e pronunciá-la corretamente.
Intervenção psicopedagógica[
A fase de alfabetização de uma criança, a princípio, é a mais fácil de se notar se ela possui dislexia, pois é neste momento que o professor perceberá suas principais dificuldades. Por isso, é necessário que, o professor em sala de aula esteja sempre atento, dessa forma, cabe a ele pedir aos pais um encaminhamento a um especialista. Após identificada a dislexia, é preciso que a escola, o professor e a família, acompanhado de um psicopedagogo, trabalhem em conjunto no tratamento da criança, para que se possa amenizar suas dificuldades no aprendizado. Em muitos casos, a criança é vista como preguiçosa ou sem vontade de aprender, fazendo com o aluno se sinta inseguro e incapaz. A partir disso, surgem algumas reações de rebeldia.
O psicopedagogo é o profissional que auxiliará no tratamento da criança disléxica, desenvolvendo atividades que possibilitam a descoberta de seus conhecimentos, talentos e habilidades, estes, muitas vezes escondidos nos constrangimentos, que podem vir a ocorrer em sala de aula. É importante que todos saibam valorizar todo e qualquer esforço do disléxico, sempre respeitando seu ritmo de aprendizagem.
Distúrbio do déficit de atenção sem hiperatividade
Distúrbio do déficit de atenção sem hiperatividade (ADHD-I ou ADHD-PI) é um dos três subtipos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ou "Mal de Klosouski".
Esse transtorno é algumas vezes chamado apenas de distúrbio de déficit de atenção pelo público em geral, mas esse termo foi modificado em 1994 pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais (DSM-IV), quarta edição.
Descrição e diferenças em relação aos outros subtipos de TDA]
As características marcantes desse tipo de transtorno são a facilidade de distração com devaneios frequentes (imaginação "viajante") (são conhecidos como distraídos e vivem imaginando coisas), desorganização, procrastinação, esquecimento e letargia/fadiga. Ao contrário do que ocorre nos outros subtipos, não são comuns traços de hiperatividade. O ADHD-I geralmente é diagnosticado muito mais tardiamente que os outros subtipos de ADHD, provavavelmente porque a falta de sintomas de hiperatividade torna a doença mais discreta. Os sintomas não precisam estar presentes o tempo todo, um dos motivos pelos quais alguns profissionais preferem o termo "inconsistência de atenção" ao invés de "déficit de atenção".
Pais e professores podem interpretar erroneamente as causas das atitudes e comportamentos de uma criança com TDAH-I e, talvez, fazerem frequentemente repreensões inadequadas, como: "você é irresponsável", "você é desorganizado", "você não se esforça", etc. Algumas crianças acabam entendendo que são diferentes de alguma forma, mas, infelizmente, isso não impede que elas aceitem as críticas indevidas, criando uma auto-imagem negativa e, pior ainda, auto-alimentada.
Frequentemente, a ausência de tratamento e diagnóstico faz com que a desatenção, frustrações e baixa auto-estima criem uma série de problemas de relacionamento pessoal, além de problemas de desempenho no ensino superior ou no trabalho (aliados aos problemas de relacionamento, também nesses ambientes).Esse quadro, principalmente considerando-se a baixa auto-estima e as frustrações, acaba levando frequentemente a outros distúrbios (como os de humor ou de ansiedade) e ao uso de drogas.
Alguns especialistas, como o Dr. Russell Barkley, argumentam que TDA-PD (PD = predominantemente desatento) é tão diferente do TDAH tradicional que deveria ser considerada uma desordem distinta. Dr. Russel cita alguns sintomas comuns entre pacientes com TDA-PD — particularmente a quase ausência de desordens de conduta e comportamentos de alto risco — e respostas bastante diferentes a medicamentos estimulantes.
Sintomas
Critérios do DSM-IV[
DSM-IV permite o diagnóstico do subtipo predominantemente desatento se o indivíduo apresentar seis ou mais dos seguintes sintomas de desatenção por pelo menos seis meses (chegando ao ponto de ser prejudicial ao seu desenvolvimento):
1.   Frequentemente não dá a atenção devida a detalhes ou comete erros típicos de descuido na escola, no trabalho ou em outras atividades.
2.   Frequentemente tem problemas em manter a atenção em tarefas ou atividades recreativas.
3.   Frequentemente parece não dar ouvidos quando lhe dirigem a palavra.
4.   Frequentemente não segue instruções e falha em concluir tarefas escolares, pequenas tarefas ou obrigações no trabalho (não devido a oposição ou não compreensão das instruções).
5.   Frequentemente tem problemas organizando atividades.
6.   Frequentemente evita, não gosta ou não quer fazer coisas que exigem tempo e esforço mental.
7.   Frequentemente perde coisas necessárias para as tarefas e atividades (ferramentas, brinquedos, canetas, livros, etc).
8.   Frequentemente se distrai.
9.   Frequentemente esquece atividades do dia-a-dia.
10. Frequentemente esquece senhas, informações pessoais

Um requisito ao diagnóstico de TDA-PI é que os sintomas prejudiciais precisam estar ou ter estado presentes antes dos sete anos de idade e serem observados em pelo menos dois campos distintos da vida do indivíduo (casa e escola ou casa e trabalho, por exemplo). Há, ainda, evidências clínicas de prejuízo no convívio social e no desempenho acadêmico e ocupacional. Observa-se, ainda, que esses sintomas não devem ocorrer exclusivamente durante outras desordens (como 
esquizofrenia) e não devem ser melhor enquadrados por outros distúrbios (de humor, de ansiedade, de desassociação, de personalidade, etc).
Exemplos de sintomas observados
Crianças 
·         Falha ao prestar atenção a detalhes, bem como erros provenientes de descuido ao fazer tarefas escolares ou outras atividades.
·         Problemas para manter a atenção centrada durante tarefas ou brincadeiras
·         Aparentar não ouvir quando lhe dirigem a palavra
·         Falha em seguir instruções ou terminar tarefas
·         Evita tarefas que requerem grande esforço mental e organização, como projetos escolares
·         Perda frequente de itens necessários para facilitar tarefas ou atividades
·         Distrai-se com excessiva facilidade
·         Frequentemente esquece-se das coisas
·         Adia tarefas e tem dificuldade em iniciá-las
Adultos 
·         Frequentemente comete erros característicos de descuido quando trabalhando em projetos que não são do seu interesse ou são difíceis
·         Dificuldade em manter a atenção centrada no trabalho.
·         Dificuldade em concentrar-se em conversações.
·         Dificuldade em terminar projetos já iniciados.
·         Dificuldade em organizar-se de forma a concluir as tarefas
·         Evita ou adia o início de projetos que requerem esforço mental
·         Frequentemente guarda em locais inapropriados ou perde coisas em casa ou no trabalho
·         Facilmente distrai-se devido a outras atividades ou ruídos
·         Dificuldade em lembrar de compromissos ou obrigações
Dificuldades de aprendizagem
Dificuldade de aprendizagem, por vezes referida como desordem de aprendizagem ou transtorno de aprendizagem, é um tipo de desordem pela qual um indivíduo apresenta dificuldades em aprender efetivamente. A desordem afeta a capacidade do cérebro em receber e processar informação e pode tornar problemático para um indivíduo o aprendizado tão rápido quanto o de outro, que não é afetado por ela.
·         1Características gerais
·         2Definições oficiais
·         5Possíveis causas
·         6Tratamento
·         7Ver também
·         8Notas e referências
·         9Ligações externas
Características gerais
A expressão é usada para referir condições sócio-biológicas que afetam as capacidades de aprendizado de indivíduos, em termos de aquisição, construção e desenvolvimento das funções cognitivas, e abrange transtornos tão diferentes como incapacidade de percepção, dano cerebral, disfunção cerebral mínima (DCM), autismodislexia e afasia desenvolvimental. No campo da Educação, as mais comuns são a dislexia, a disortografia e a discalculia.
Um indivíduo com dificuldades de aprendizagem não apresenta necessariamente baixo ou alto QI: significa apenas que ele está trabalhando abaixo da sua capacidade devido a um fator com dificuldade, em áreas como por exemplo o processamento visual ou auditivo. As dificuldades de aprendizagem normalmente são identificadas na fase de escolarização, por profissionais como psicólogos, através de avaliações específicas de inteligência, conteúdos e processos de aprendizagem.
Embora a dificuldade de aprendizagem não seja indicativa do nível de inteligência, os seus portadores têm dificuldades em desempenhar funções ou habilidades específicas, ou em completar tarefas, caso entregues a si próprios ou se encarados de forma convencional. Estes indivíduos não podem ser curados ou melhorados, uma vez que o problema é crônico, ou seja, para toda a vida. Entretanto, com o apoio e intervenções adequados[1], esses mesmos indivíduos podem ter sucesso escolar e continuar a progredir em carreiras bem sucedidas, e mesmo de destaque, ao longo de suas vidas.
Em tempo, ainda pode se ressaltar que as chamadas dificuldades de aprendizagens surgem devidos na maioria das vezes por situações sociais, ou seja, o meio em que convive. A família é um canal para essa melhoria, pois, o professor que é um especialista da área de ensinar pode realizar algumas interferências, porém o chamado educador poderá ser qualquer cidadão, pois educar todos tem essa capacidade, e professor é uma profissão.
Ainda que o termo dificuldades de aprendizagem tenham se tornado foco de pesquisas mais intensas nos últimos anos, no entanto, elas ainda são pouco entendidas pelo público em geral.
"As informações sobre dificuldades de aprendizagem têm tido uma penetração tão lenta que os enganos são abundantes até mesmo entre professores e outros profissionais da educação. Não é difícil entender a confusão. Para começo de conversa, o termo dificuldades de aprendizagem refere-se não a um único distúrbio, mas a uma ampla gama de problemas que podem afetar qualquer área do desempenho acadêmico.[2]"
Definições oficiais
O termo "dificuldade de aprendizagem" (no original em língua inglesa, "learning disability") aparentemente foi usado pela primeira vez e definida por Kirk (1962, citado em Streissguth, Bookstein, Sampson, & Barr, 1993, p. 144). O autor referia-se a uma aparente discrepância entre a capacidade da criança em aprender e o seu nível de realização. Nos Estados Unidos uma análise das classificações de Dificuldades de Aprendizagem em 49 dos 50 estados revelou que 28 dos estados incluíram critérios de discrepância de QI/realização em suas diretrizes para Dificuldades de Aprendizagem (Ibid., citando Frankenberger & Harper, 1987). No entanto, o Joint National Committee for Learning Disabilities (NJCLD) (1981; 1985) preferiu uma definição ligeiramente diferente:
"Dificuldades de Aprendizagem é um termo genérico que se refere a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Esses transtornos são intrínsecos ao indivíduo e presume-se que devido à disfunção do Sistema Nervoso Central. Apesar de que uma dificuldade de aprendizagem pode ocorrer concomitantemente com outras condições incapacitantes (por exemplo, deficiência sensorial, retardo mental, distúrbio social e emocional) ou influências ambientais (por exemplo, diferenças culturais, instrução insuficiente/inadequada, fatores psicogênicos), não é o resultado direto dessas condições ou influências.
transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é frequentemente estudado em conexão com as dificuldades de aprendizagem, mas atualmente não está compreendido nas definições padrão de dificuldades de aprendizagem. É verdade que indivíduos com TDAH debatem-se com a aprendizagem, mas com frequência podem aprender adequadamente, uma vez que estejam adequadamente tratados/medicados. Uma pessoa pode ter TDAH mas não possuir dificuldades de aprendizagem, ou ter dificuldades de aprendizagem mas não apresentar TDAH.
Também é comum a confusão entre dificuldades de aprendizagem e as chamadas Necessidades Educativas Especiais assim como com as chamadas Inadaptações por Déficit Socioambiental. De modo geral, a criança com dificuldades de aprendizagem:
·         apresenta uma linha desigual em seu desenvolvimento;
·         as suas dificuldades de aprendizagem não são causadas por pobreza ambiental;
·         as suas dificuldades de aprendizagem não são causadas por atraso mental ou transtornos emocionais.
Dessa forma, só é procedente referir dificuldades de aprendizagem em relação a crianças que:
·         Apresentam um quociente intelectual normal, muito próximo da normalidade ou mesmo superior;
·         Possuem ambiente sóciofamiliar normal;
·         Não apresentam deficiências sensoriais e nem afecções neurológicas significativas;
·         O seu rendimento escolar é manifesto e reiteradamente insatisfatório.
Tipos de dificuldades de aprendizagem
Áreas de percepção envolvidas
Dificuldades de aprendizagem envolvem muitas áreas de percepção, entre as quais:
·         discriminação visual ou auditiva;
·      percepção das diferenças em ambos as vistas ou ouvidos;
·         impedimento visual ou auditivo;
·      preenchimento da falta de peças de imagens ou sons;
·         discriminação figura-fundo visual ou auditiva;
·      focalização de um objeto, ignorando os seus antecedentes;
·         memória visual ou auditiva, nem a curto nem a longo prazo;
·         sequenciamento visual ou auditivo;
·      colocação do que é visto ou ouvido na ordem certa;
·         associação e compreensão auditiva;
·      relacionamento do que é ouvido a outras coisas, incluindo definições de palavras e significados de sentenças;
·         percepção espacial;
·      lateralidade (acima e abaixo, entre, dentro e fora) e posicionamento no espaço;
·         percepção temporal;
·      intervalos de tempo de processamento da ordem de milissegundos, fundamental para o desenvolvimento da fala de transformação;
·         incapacidade de Aprendizado Não-Verbal ("Nonverbal Learning Disability");
·      processamento de sinais não-verbais em interações sociais.
Terminologia e classificação
São empregados vários termos para descrever dificuldades de aprendizagem em particular. Um indivíduo pode apresentar uma ou mais de uma. Algumas delas são (os códigos apresentados são CID-10 e DSM-IV, respectivamente):
·         Disfasia/Afasia - Distúrbios de fala e linguagem
·      dificuldade em produzir sons da fala (distúrbio da articulação)
·      dificuldade em colocar as suas ideias em forma oral (desordem expressiva)
·      dificuldade em perceber ou entender o que as outras pessoas dizem (transtorno receptivo)
·         Dislexia - termo geral para uma deficiência na área da leitura.
·      dificuldade em mapeamento fonético, onde doentes têm dificuldade em correspondência com várias representações ortográficas para sons específicos
·      dificuldade com orientação espacial, que é estereotipado na confusão das letras b e d, assim como outros pares. Na sua forma mais grave, bdp e q, todos distinguidos principalmente pela orientação à mão, aparência idêntica à do disléxico
·      dificuldade com a ordenação sequencial, de tal forma que uma pessoa pode ver uma combinação de letras, mas não percebê-las na ordem correta
·         Disgrafia - o termo geral para uma deficiência na área da escrita física. É geralmente associada à dificuldade de integração visual-motora e habilidades motoras finas.
·         Discalculia - o termo geral para uma deficiência na área da Matemática.
Uma forma aceita de se referir a estes indivíduos como "especiais" é devido às suas circunstâncias especiais.
Hoje em dia é considerado como insensível e rude ridicularizar ou fazer troça de alguém portador de uma deficiência.
Possíveis causas[editar | editar código-fonte]
Várias teorias tem sido formuladas para explicar a causa ou as causas das dificuldades de aprendizagem. Elas são concebidas de modo a envolver o cérebro de alguma forma. As causas mais comuns apontadas são:
·         defeitos ou erros na estrutura do cérebro;
·         abuso de drogas;
·         má nutrição;
·         herança genética dos pais;
·         falta de envolvimento dos pais durante as fases de desenvolvimento precoce do bebê;
·         falta de comunicação entre as várias partes do cérebro;
·         quantidades incorretas de vários neurotransmissores, ou problemas no uso dos mesmos por parte do cérebro;
·      problemas comuns com os neurotransmissores incluem níveis insuficientes de dopamina, regulagem inadequada de serotonina e recaptação excessiva da dopamina, onde neurônios emissores de dopamina reabsorvem-na em quantidade demasiada após liberá-la para se comunicar com outros neurônios (também implicado nos quadros de depressão clínica).
·         doenças meningocócicas principalmente meningite do tipo bacteriano que afeta toda a estrutura cerebral (regiões frontais e laterais) comprometendo de forma significativa o aprendizado, sendo esta um déficit adquirido e não biológico, portanto não hereditário, afirmações estas explicitadas devido a dificuldade de aprendizagem não ser tão comum quando de origem cerebral, e não meramente ambiental.
Tratamento[editar | editar código-fonte]
Dificuldades de aprendizagem podem ser tratadas com uma variedade de métodos, mas geralmente são consideradas como desordens vitalícias. Alguns (ajustes, equipamentos e auxiliares) são projetados para acomodar ou ajudar a compensar a deficiência, enquanto outros (Educação Especial) destinam-se a fazer melhorias nas áreas fracas. O psicopedagogo Reuven Feuerstein, autor da Teoria da modificabilidade cognitiva estrutural, afirma que a inteligência pode ser "expandida". Segundo ele, qualquer pessoa, independente de sua idade e mesmo que seja considerada inapta, pode desenvolver sua inteligência e adquirir a capacidade de aprender.[3]
Os tratamentos incluem:
·         ajustes na sala de aula:
·      atribuições de lugares especiais;
·      tarefas escolares alternativas ou modificadas;
·      procedimentos de avaliação/testes modificados;
·         equipamento especial:
·      fonadores eletrônicos e dicionários;
·      processadores de texto;
·      calculadoras falantes;
·      livros em fita;
·         assistentes de sala de aula:
·      tomadores de nota;
·      leitores;
·      Corretores;
·         educação especial:
·      horários prescritos em uma classe especial;
·      colocação em uma classe especial;
·      matrícula em uma escola especial para a aprendizagem dos aluno